Meu corpo se move
Corre, escorre
Meu corpo sofre
Doce, quente
E sombrio, morre
Meu corpo chove
Em gotas
E fale, não falhe
Não chore
Meu corpo, ex-nobre
Esnobe (s. nob)
Tão frio, pequeno
Pobre
Meu corpo se move
Corre, escorre
Meu corpo sofre
Doce, quente
E sombrio, morre
Meu corpo chove
Em gotas
E fale, não falhe
Não chore
Meu corpo, ex-nobre
Esnobe (s. nob)
Tão frio, pequeno
Pobre
Publicado em Dos meus | Deixar um comentário »
As flores me compram
Vestem-se da cor que me assusta
O tipo de cor que lustra
E me assombram
Trazem um bem-estar
A vontade de me apaixonar
E murcham
Publicado em Dos meus | Deixar um comentário »
Já tive medo de feridas
Vozes roucas, pouca roupa
Grandes quedas
Mordidas
Medo até de beber
Mesmo a cálida e doce
Nobre ou torpe
Água-flor e vida
Verdade ou mentira
Era dor de estar sem porto
O susto em ver ou ser o morto
Fonte abusiva de minha ira
Era temor o meu hábito
Terror e pavor do escuro ou claro
Vida de jeito ríspido
Bruto, desnecessário
Publicado em Dos meus | 1 Comentário »
Um dia oco
Em que se vê passar
O pouco correr sem parar
Só por querer estar
Ao lado de aaah..
Quero o gosto
Bem posto na boca
E você
Vem cá
Vem
Vem me beijar
Publicado em Rabisco | 3 Comentários »
A dor que se despeça
Que vista algo confortável
Que não seja amável
Que ela me esqueça
Vá dor! Desapareça!
Deixe que o sorriso volte
E que ele me abrace
E você vê se me deixa!
Ande, vá antes que eu enlouqueça
Porque me seguro como posso
Porque hoje me esforço
Pra não perder a cabeça
Publicado em Rabisco | 1 Comentário »
Bárbara sempre fui
Do tipo que assusta
Move-se, luta
E nada flui
Sou a sobrinha esperta do tio Rui
Que o mesmo julga inteligente
Com jeito de gente
Mas como diz Rui: ninguém substitui
Sabe, Bárbara sempre fui
Com um toque de Ana
Mariana, ana
Fraca, forte, que cresce e rui
Publicado em Rabisco | Deixar um comentário »
E haja paciência
Que talvez não tenha
E você que venha
Com essa tal de inocência
Jeito estranho de ser
Porque a mim basta pouco
Quase oco, louco, louco
Para muito crer
E para alguém com consciência
Menina boba ou nada disso
Eu, eu, vício
E haja paciência
Mas vá então entender
Porque insisto
Persisto
Quando deveria esquecer
Publicado em Escritos | Deixar um comentário »
If you are the love
I wanna be desire
And if you’re my love
I wanna be your fire
If your hope grows
I wanna be higher
If you love my soul
Come and erase my fire
If you are close by
I wanna be gyves
And if you gimme those hugs
You wanna feel the fire
Publicado em Escritos | Deixar um comentário »
“A minha vontade é de não sentir mais saudades de ninguém. Porque por mais que tantos gostem de sentí-la, eu já não suporto conviver com o aperto que me traz. Isso porque sou frágil, feita de sal/açúcar. Sou de seda leve, fina e bruta. Transparente ainda que me julguem misteriosa. Carente ainda que pareça ser forte e auto-suficiente. E ela ainda me mata, essa saudade chata, eu aqui, ingrata, pois não aceito o lado bom que ela carrega… Ah, a saudade me entrega! E quem sente até nega! Vou dar uma volta e escolher outro caminho, construir um ninho e me refugiar. É só questão de tempo até que encontre um lugar.”
- trecho do que escrevi no meu caderno durante uma aula de Direito Civil.
Rimas não propositais – como diria a menina das cores e histórias hilariantes: que conste nos autos.
Minha mania de deixar tudo com uma certa graça, sabe? E que meus escritos carreguem sempre um pouco de mim, com meu jeito leve hard de ser, com os pontos de poetisa e menina-mulher bandida. Do tipo que sabe andar, mas se perde aonde pisa.
Publicado em Escritos | 3 Comentários »
É o que acontece
Você mente e ri
E me enlouquece
É o que acontece
A gente luta, sofre
E adormece
É, é sim o que acontece
A gente começa
E depois esquece
Publicado em Escritos | Deixar um comentário »