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Arquivo da categoria ‘Dos meus’

Do Eu

Choro para esconder
Sorrio pra ser sincera
Como para viver
Minha vida, minha era

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Dos passos

Caminham lentos
Meus pés, calmos
Atentos
São traços
Laços
Pistas
Fatos
Caminhos
Minha arte
Mal feito
Em parte

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Dos olhos

Os olhos que te queimam
Que te irritam
Teimam
Os olhos da minha face
São partes, meu passo
Meu passe
Se acalme
São leves, sinceros
Meus, seus
Eternos

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Da voz

Ela grita
Silencia
Me acalma
Amacia
É grave
Como o horror
É dor, dor e dor
E pare
Não minta
Não diga
Shhh
É voz
É minha
Alta, baixa
É só, sozinha

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Do corpo

Meu corpo se move
Corre, escorre
Meu corpo sofre
Doce, quente
E sombrio, morre
Meu corpo chove
Em gotas
E fale, não falhe
Não chore
Meu corpo, ex-nobre
Esnobe (s. nob)
Tão frio, pequeno
Pobre

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Das flores

As flores me compram
Vestem-se da cor que me assusta
O tipo de cor que lustra
E me assombram
Trazem um bem-estar
A vontade de me apaixonar
E murcham

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Dos medos

Já tive medo de feridas
Vozes roucas, pouca roupa
Grandes quedas
Mordidas
Medo até de beber
Mesmo a cálida e doce
Nobre ou torpe
Água-flor e vida
Verdade ou mentira
Era dor de estar sem porto
O susto em ver ou ser o morto
Fonte abusiva de minha ira
Era temor o meu hábito
Terror e pavor do escuro ou claro
Vida de jeito ríspido
Bruto, desnecessário

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