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Proble…

Seu problema é que se preocupa demais
E talvez, se olhasse para trás
Encontrasse um pouco de paz
No lugar em que os outros veem dor

Nº 18

Rosto e corpo em disputa
Coração que chora
Berra
Vai à luta

Calor de gente adulta
Nossos corpos
Tortos
Ideias curtas

Gente astuta
Eu em mais
Você em tais
Erro de conduta

Nº 17

Grite meu nome
Faça o que quiser
Mas não pense, não se engane
Quer saber? Nem sei o que você quer

Finge aí que cresceu
Aprendeu alguma coisa
Acha que sou eu
Quem vai lhe ensinar a ser “pessoa”?

Ora, vamos lá

Visite a esquina da vergonha
Pegue seu passe livre
Liberte-se
Vê se a aprende com quem vive

O que quero é me livrar
Da irritação que é estar
Aqui, acolá
A te esperar

Nº 16

Deixe que a solidão apareça
E entre espaços vazios
Sem alguém
Me aqueça

É essa que me deixa
Em prantos de saudade
Embriagada de vontade
Sem que me esqueça

E se ’só’ estou
Entre pessoas amargas
Onde nada restou
Além de ideias vagas

Ela manda em minha peça
A dor de uma mordida
Marca dolorida
Caminho que começa

Solidão de roupa clara me passa
Se faz em risadas repletas de lágrimas
Encharca meu corpo, minhas páginas
A maldita me caça

Apareça
Espaços, os vazios
Tão só
E aqueça

Nº 15

Face a face com a lança
De leve, minha pele
A voz
Mansa

Tão próxima da partida
Meu medo
Dor, a despedida
Minha vida

Para Abreu

Companheiro 12 meses por ano
Jovem filho de sentimento rico
Parte do comportamento humano

Criatura de dar orgulho
Ao criador do céu, do mundo
És tu que me consolas nos momentos de incômodo profundo
Pedaço de vida, de tudo

Meu calor te domina, envolve
Me alucina saber que me resolves

Pois és tu que me deixas sentir desejo
Que cantarola a história do meu primeiro beijo
Que veste melodia nas dores de meu peito

Este é para ti
Amante de meus segredos
Obrigado, amigo
Que mesmo frio e frágil
Sei que em mim és vivo

Do Eu

Choro para esconder
Sorrio pra ser sincera
Como para viver
Minha vida, minha era

Dos passos

Caminham lentos
Meus pés, calmos
Atentos

São traços
Laços
Pistas
Fatos

Caminhos
Minha arte
Mal feito
Em parte

Dos olhos

Os olhos que te queimam
Que te irritam
Teimam

Os olhos da minha face
São partes, meu passo
Meu passe

Se acalme
São leves, sinceros
Meus, seus
Eternos

Da voz

Ela grita
Silencia
Me acalma
Amacia

É grave
Como o horror
É dor, dor e dor
E pare

Não minta
Não diga
Shhh

É voz
É minha
Alta, baixa
É só, sozinha

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